Chris Flores não tem idéia de quanto tempo ainda vai apresentar o Hoje em Dia, da Record. Mas faz questão de frisar, mais de uma vez, que é jornalista e “está” apresentadora. Completando 11 anos de profissão, ela nunca deixou de atuar em sua área de formação, escrevendo para alguns veículos impressos ou prestando serviços de assessoria de imprensa.
E, no próprio programa, tenta aproveitar os espaços pertinentes para não deixar que pensem que ela esqueceu a carreira fora das telas. “Estou feliz por aprender a lidar com TV, mas não sei até quando ficarei nesse posto. Nada garante que, no futuro, eu não possa voltar a trabalhar exclusivamente na redação de algum veículo”, pondera.
Mas não são apenas as lições sobre televisão que a apresentadora aprende no trabalho. A experiência com programas ao vivo começou com suas antigas aparições no A Tarde É Sua, na Rede TV!. Chris trabalhava na revista Contigo e comentava notícias sobre os artistas com Sônia Abrão.
Mas só depois que evoluiu de colunista do Hoje em Dia para completar o quarteto que comanda a revista eletrônica é que ela pôde entender o quão difícil é segurar, ao vivo, quatro horas seguidas no ar, disputando ponto a ponto a audiência.
“A vantagem é que o formato permite um conteúdo aberto. A gente faz gincanas, discute a vida dos famosos e noticia fatos como a tragédia de Santa Catarina, às vezes tudo no mesmo no dia”, enumera ela, referindo-se à chuva que castigou parte da região Sul do Brasil no fim de 2008.
O Hoje em Dia não foi o primeiro programa que contou com Chris na Record. Sua estréia na emissora aconteceu no Tudo a Ver, também comentando o cotidiano dos famosos. Antes, já havia recebido outros convites do então diretor artístico da emissora, Hélio Vargas.
E só aceitou daquela vez por se tratar de um programa comandado pelo jornalista Paulo Henrique Amorim, de quem Chris era fã. “Pensei que deveria encarar como uma experiência nova e que eu aproveitaria para aprender com ele”, resume, enquanto lamenta a extinção do programa na grade da Record. “Quando decidiram, eu estava afastada. Tinha acabado de ter meu filho”, explica.
Com a exposição na televisão, Chris passou de entrevistadora a entrevistada. E a fama trouxe também o assédio do público. Ela não esconde que até hoje se surpreende com as reações dos telespectadores. Muitas vezes, chega a ficar sem graça.
“É bom ser reconhecida e ver que seu trabalho está alcançando muita gente. Mas é engraçado também. Muitas mulheres me perguntam sobre o Edu Guedes, enquanto os homens elogiam a Ana Hickmann para mim”, entrega. Sobre a própria apresentadora, os comentários são mais contidos. “Brincam que sou mais alta do que na TV. Mas a referência do público ali é a Ana, que é muito alta”, justifica Chris, que mede 1,71m.
Apesar de acordar bem cedo diariamente para conseguir chegar ao trabalho às 7h30 com os jornais já lidos, Chris não tem do que reclamar do horário. Ela comemora poder, em vários dias, estar livre por volta das 13 horas para brincar com o pequeno Gabriel, que fez três anos no início de janeiro.
Nem mesmo quando trabalhava com comunicação empresarial, dentro de um escritório do SBT, em 2006, Chris conseguia ter tanto tempo para se dedicar à maternidade. “Mas de vez em quando precisamos ficar até mais tarde, gravando alguns quadros ou chamadas”, garante.
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